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NOME

       sources.list - Lista das fontes de dados APT configuradas

DESCRIÇÃO

       A lista de fontes /etc/apt/sources.list e os ficheiros contidos em
       /etc/apt/sources.list.d/ estão desenhados para suportar qualquer número de fontes activas
       e uma variedade de meios de fontes. Os ficheiros listam uma fonte por linha
       (estilo-uma-linha) ou contêm múltiplas estrofes definindo uma ou mais fontes por estrofe
       (estilo deb822), com a fonte de maior preferência listada em primeiro lugar (no caso de
       uma versão única estar disponível a partir de mais do que uma fonte). A informação
       disponível a partir das fontes configuradas é obtida pelo apt-get update (ou por um
       comando equivalente de outro front-end do APT).

SOURCES.LIST.D

       O directório /etc/apt/sources.list.d disponibiliza um modo de adicionar entradas na
       sources.list em ficheiros separados. São permitidos dois formatos diferentes de ficheiro
       como descrito nas próximas duas secções. Os nomes de ficheiros precisam de ter ou a
       extensão .list ou .sources dependendo do formato contido. Os nomes dos ficheiros podem
       apenas conter letras (a-z e A-Z), dígitos (0-9), e os caracteres underscore (_), menos (-)
       e ponto (.). De outro modo o APT irá escrever um aviso de que ignorou um ficheiro, a menos
       que esse ficheiro coincida com um padrão na lista de configuração
       Dir::Ignore-Files-Silently - que neste caso serão ignorados em silêncio.

FORMATO ESTILO-UMA-LINHA

       Os ficheiros neste formato têm a extensão .list. Cada linha que especifica uma fonte
       começa com um tipo (ex.  deb-src) seguido de opções e argumentos para esse tipo. Entradas
       individuais não podem ser continuadas até a linha seguinte. As linhas vezias são
       ignoradas,e um caractere # em qualquer pondo de uma linha marca o restante da linha como
       um comentário. Consequentemente uma entrada pode ser desactivada ao comentar a linha
       inteira. Se for preciso fornecer opções, estas são separadas por espaços e elas todas
       juntas são posicionas entre parênteses rectos ([]) incluídos na linha após o tipo e
       separado dele por um espaço. Se uma opção permitir vários valores estes são separados
       entre eles com uma vírgula (,). Um nome de opção é separado do(s) seu(s) valor(es) por um
       sinal de igual (=). Opções de multi-valor também têm -= e += como separadores, os quais em
       vez de substituir a predefinição pelos valor(es) fornecidos modificam os valor(es)
       predefinidos para remover ou incluir os valores fornecidos.

       Este é o formato tradicional e suportado por todas as versões do apt. Note que nem todas
       as opções descritas abaixo são suportadas por todas as versões do apt. Note também que
       algumas aplicações mais antigas que analisem este formato por si mesmas podem não esperar
       encontrar opções pois estas não eram comuns antes da introdução do suporte a
       multi-arquitecturas.

FORMATO ESTILO-DEB822

       Os ficheiros neste formato têm a extensão .sources. O formato é semelhante em sintaxe a
       outros ficheiros usados por Debian e seus derivados, tais como os ficheiros de meta-dados
       que o apt irá descarregar das fontes configuradas ou o ficheiro debian/control de um
       pacote fonte Debian. As entradas individuais são separadas por uma linha vazia; as linha
       vazias adicionais são ignoradas, e um caractere # no inicia da linha marca a linha inteira
       como um comentário. Uma entrada pode assim ser desactivada ao comentar cada linha que
       pertence à estrofe, mas é geralmente mais fácil adicionar o campo "Enabled: no" à estrofe
       para desactivar a entrada. Removendo o campo ou defini-lo para "yes" volta a activá-la. As
       opções têm a mesma sintaxe que todos os outros campos. Um nome de campo é separado por
       dois pontos (:) e opcionalmente por espaços dos seus valor(es). Note especialmente que
       múltiplos valores são separados por espaços em branco (como espaços, tabs e novas-linhas),
       não por vírgulas como no formado de uma-linha. Os campos de multi-valor como Architectures
       também têm Architectures-Add e Architectures-Remove para modificar o valor predefinido em
       vez de o substituir.

       Este é um novo formato suportado pelo apt desde versão 1.1. As versões anteriores
       ignoravam tais ficheiros com uma mensagem descrita antes. É objectivo tornar gradualmente
       este formato no formato predefinido, descontinuando o anteriormente descrito formato de
       estilo-uma-linha, pois é mais fácil de criar, aumentar e modificar para as pessoas e para
       as máquinas especialmente se estiverem envolvidas muitas fontes e/ou opções. Os
       desenvolvedores que estão a trabalhar com e/ou a analisar fontes do apt são altamente
       encorajados a adicionar suporte a este formato e a contactar a equipa do APT para
       coordenar e partilhar este trabalho. Os utilizadores podem já livremente adoptar este
       formato, mas podem encontrar problemas com software que ainda não suporte o formato.

OS TIPOS DEB E DEB-SRC: FORMATO GERAL

       O tipo deb descreve um arquivo Debian típico de dois níveis, distribution/component. A
       distribution é geralmente um nome de uma suite como stable ou testing ou um nome de código
       como buster ou bullseye enquanto que componente é um de main, contrib ou non-free. O tipo
       deb-src faz referência a um código fonte de distribuição Debian no mesmo formato que o
       tipo deb. É necessária uma linha deb-src para obter índices das fontes.

       O formato para duas entradas estilo-uma-linha usando os tipos deb e deb-src é:

           deb [ option1=value1 option2=value2 ] uri suite [component1] [component2] [...]
           deb-src [ option1=value1 option2=value2 ] uri suite [component1] [component2] [...]

       Em alternativa, a entrada equivalente em estilo deb822 parece-se com isto:

                Types: deb deb-src
                URIs: uri
                Suites: suite
                Components: [component1] [component2] [...]
                option1: value1
                option2: value2

       O URI para o tipo deb tem de especificar a base da distribuição Debian, a partir do qual o
       APT irá encontrar a informação que precisa.  suite pode especificar um caminho exacto, que
       no caso os componente têm de ser omitidos e suite deve terminar com uma barra (/). Isto é
       útil para o caso de apenas ser de interesse um sub-directório particular do arquivo
       denotado pelo URI. Se suite não especificar um caminho exacto, pelo menos um component tem
       de estar presente.

       suite também pode conter uma variável.  $(ARCH) a qual se expande à arquitectura Debian
       (tal como amd64 ou armel) usada no sistema. Isto permite que seja usados ficheiros
       sources.list independentes da arquitectura. Em geral, isto é apenas de interesse quando se
       especifica um caminho exacto; de outro modo o APT irá gerar automaticamente um URI com a
       arquitectura actual.

       Especialmente no formato de estilo uma-linha como apenas pode ser especificada por linha
       uma distribuição, pode ser necessário ter várias linhas para o mesmo URI, se só for
       desejado um sub-conjunto de todas as distribuições e componentes dessa localização. O APT
       irá ordenar a lista de URI após ter gerado internamente um conjunto completo, e irá
       desabar as várias referências à mesma máquina na Internet, por exemplo, numa única
       ligação, para que não estabeleça uma ligação ineficiente, a feche, faça outra coisa, e
       depois volte a estabelecer ligação à mesma máquina. O APT também paraleliza ligações a
       máquinas diferentes para lidar mais eficientemente com sites com largura de banda baixa.

       É importante listar as fontes por ordem de preferência, com a fonte mais preferida listada
       em primeiro lugar. Tipicamente isto irá resultar numa ordenação por velocidades desde o
       mais rápido até ao mais lento (CD-ROM seguido por máquinas numa rede local, seguido por
       máquinas distantes na Internet, por exemplo).

       Como um exemplo, as fontes da sua distribuição podem-se parecer com isto no formato estilo
       uma-linha:

           deb http://us.archive.ubuntu.com/ubuntu disco main restricted
           deb http://security.ubuntu.com/ubuntu disco-security main restricted
           deb http://us.archive.ubuntu.com/ubuntu disco-updates main restricted

       ou com isto no formato estilo deb822:

           Types: deb
           URIs: http://us.archive.ubuntu.com/ubuntu
           Suites: disco disco-updates
           Components: main restricted

           Types: deb
           URIs: http://security.ubuntu.com/ubuntu
           Suites: disco-security
           Components: main restricted

OS TIPOS DEB E DEB-SRC: OPÇÕES

       Cada entrada de fonte pode ter opções especificas para modificar qual fonte é acedida e
       como os dados são adquiridos dela. O formato, sintaxe e nomes das opções varia entre os
       formatos de estilo-uma-linha e estilo-deb822 como descrito, mas estes não têm as mesmas
       opções disponíveis. Para simplificar listamos o nome-de-campo deb822 e disponibilizamos o
       nome de uma-linha entre parênteses. Lembre-se que além de definir explicitamente opções de
       multi-valor, existe também a opção de modificá-os com base na predefinição, mas não
       estamos a listar explicitamente esses nomes aqui. As opções não suportadas são ignoradas
       em silêncio por todas as versões do APT.

       ·   Architectures (arch) é uma opção multi-valor que define para quais arquitecturas deve
           ser descarregada a informação. Se esta opção não for definida é todas as arquitecturas
           como definido pela opção de configuração APT::Architectures.

       ·   Languages (lang) é uma opção multi-valor que define para quais linguagens deve ser
           descarregada informação tal como as descrições de pacotes traduzidas. Se esta opção
           for definida a predefinição é todas as linguagens como definido pela opção de
           configuração Acquire::Languages.

       ·   Targets (target) é uma opção multi-valor que define quais alvos de download o apt irá
           tentar adquirir a partir desta fonte. Se não for especificado, o valor predefinido é
           definido pelo scope de configuração Acquire::IndexTargets (os alvos são especificados
           pelo seu nome no campo Created-By). Adicionalmente, pode-se activar ou desactivar
           alvos ao usar campo Identifier como uma opção com um valor booleano em vez de se usar
           esta opção multi-valor.

       ·   PDiffs (pdiffs) é um valor sim/não que controla se o APT deve tentar usar PDiffs para
           actualizar índices antigos em vez de descarregar totalmente novos índices. O valor
           desta opção é ignorado se o repositório não anunciar a disponibilidade de PDiffs. Usa
           por predefinição o valor da opção com o mesmo nome para um ficheiro índice específico
           definido no scope Acquire::IndexTargets, o qual usa por predefinição o valor da opção
           de configuração Acquire::PDiffs o qual usa por predefinição yes.

       ·   By-Hash (by-hash) pode ter o valor yes, no ou force e controlam se o APT deve tentar
           obter índices via um URL construído a partir de um hashsum do ficheiro esperado em vez
           de usar um nome de ficheiro estável e bem conhecido do índice. Usar isto pode evitar
           erros de correspondência de hashsum, mas requer um mirror que suporte. Um valor yes ou
           no activa/desactiva o uso desta funcionalidade se esta fonte indicar suporte para tal,
           enquanto force irá activar a funcionalidade independentemente do que a fonte indique.
           Recorre à predefinição do valor da opção com o mesmo nome para um ficheiro index
           específico definido no scope Acquire::IndexTargets, que o próprio usa por predefinição
           o valor da opção de configuração Acquire::By-Hash a qual é predefinida para yes.

       Mais ainda, existem opções que se definidas afectam todas as fontes com o mesmo URL e
       Suite, então elas têm de ser definidas em todas as tais entradas e não podem variar entre
       componentes diferentes. O APT irá tentar detectar e terminar em erro em tais anomalias.

       ·   Allow-Insecure (allow-insecure), Allow-Weak (allow-weak) e Allow-Downgrade-To-Insecure
           (allow-downgrade-to-insecure) são valores booleanos os todos são predefinidos com no.
           Se definidos para yes eles contornam partes de apt-secure(8) e por isto não devem ser
           usados de forma leviana!

       ·   Trusted (trusted) é um valor de três estados o qual é predefinido para o APT decidir
           se uma fonte é de confiança ou se levem ser activados avisos antes de, por ex, pacotes
           serem instalados a partir dessa fonte. Esta opção pode ser usada para sobrepor essa
           decisão. O valor yes diz ao APT que deve sempre considerar essa fonte como de
           confiança, mesmo que não aprove nas verificações de autenticação. Desactiva partes de
           apt-secure(8), e portanto apenas deve ser usada num contexto local e de confiança (e
           se assim for mesmo) pois caso contrário a segurança perde-se. O valor no faz o aposto,
           fazendo com que a fonte seja lidada como não confiável mesmo que as verificações de
           autenticação passem com sucesso. O valor predefinido não pode ser regulado
           explicitamente.

       ·   Signed-By (signed-by) é uma opção para requerer a um repositório para passar a
           verificação apt-secure(8) com um certo conjunto de chaves em vez das chaves de tudo
           confiança que o apt tem configurado. É especificada como uma lista de caminhos
           absolutos para ficheiros de chaveiro (têm de estar acessíveis e legíveis para o
           utilizador do sistema _apt, portanto assegure que todos têm permissões de leitura ao
           ficheiro) e impressões digitais de chaves para seleccionar a partir destes chaveiros.
           Se não forem especificados nenhuns ficheiros chaveiro, o predefinido é o chaveiro
           trusted.gpg e todos os chaveiros no directório trusted.gpg.d/ (veja apt-key
           fingerprint). Se não for especificada nenhuma impressão digital, são seleccionadas
           todas as chaves nos chaveiros. Uma impressão digital irá também aceitar todas as
           assinaturas por uma sub-chave dessa chave. Se isto não for desejado pode ser
           adicionado um ponto de exclamação (!) à impressão digital para desactivar este
           comportamento. A opção usa por predefinição o valor da opção com o mesmo nome se for
           definida no ficheiro Release previamente adquirido deste repositório (apenas
           impressões digitais podem ser especificadas lá totalmente). Caso contrário, todas as
           chaves nos chaveiros de confiança são consideradas assinantes válidos para este
           repositório.

       ·   Check-Valid-Until (check-valid-until) é um valor yes/no que controla se o APT deverá
           tentar detectar ataques de repetição. Um criador de repositório pode declarar uma hora
           limite para os dados disponibilizados no repositório serem considerados como válidos,
           e se esta hora for atingida, e nenhuns novos dados forem fornecidos, os dados são
           considerados expirados e é provocado um erro. Para além de aumentar a segurança, pois
           um atacante malicioso não pode enviar dados antigos eternamente para impedir um
           utilizador de actualizar para uma nova versão, isto também ajuda os utilizadores a
           identificar mirrors que não estão mais actualizados. No entanto, alguns repositórios
           tais como os arquivos históricos que não são mais actualizados propositadamente, assim
           esta verificação pode ser desactivada ao definir esta opção para no. Usa por
           predefinição o valor da opção de configuração Acquire::Check-Valid-Until a qual ela
           própria usa por predefinição yes.

       ·   Valid-Until-Min (valid-until-min) e Valid-Until-Max (valid-until-max) podem ser usadas
           para elevar ou baixar o período de tempo em segundos no qual os dados deste
           repositório são considerados válidos. -Max pode ser especialmente útil para definir o
           sue próprio valor se o repositório não disponibilizar um campo Valid-Until no seu
           ficheiro Release, enquanto -Min pode ser usado para aumentar o tempo válido em mirrors
           raramente actualizados (locais) de um arquivo mais frequentemente actualizado mas
           menos acessível (o qual está também em sources.list) em vez de desactivar
           completamente a verificação. Usa por predefinição o valor das opções de configuração
           Acquire::Min-ValidTime and Acquire::Max-ValidTime que estão ambas não definidas por
           predefinição.

       ·   Check-Date (check-date) é um valor yes/no que controla se o APT deve considerar a hora
           da máquina correcta e assim executar as verificações relacionadas com horas, tal como
           verificar que um ficheiro Release não veio do futuro. Desactivá-lo também desactiva a
           opção Check-Valid-Until mencionada em cima.

       ·   Date-Max-Future (date-max-future) controla quão longe do futuro um repositório pode
           estar. Usa por predefinição o valor da opção de configuração Acquire::Max-FutureTime a
           qual é 10 segundo por predefinição.

       ·   InRelease-Path (inrelease-path) determina o caminho para o ficheiro InRelease,
           relativamente à posição normal de um ficheiro InRelease. Por predefinição, esta opção
           não está definida e o APT irá tentar obter um InRelease ou, se isso falhar, um
           ficheiro Release e o seu ficheiro associado Release.gpg. Ao definir esta opção, será
           tentado o caminho especificado em vez do ficheiro InRelease, e o recurso a ficheiros
           Release será desactivado.

ESPECIFICAÇÃO DA URI

       Os tipos de URI actualmente reconhecidos são:

       http (apt-transport-http(1))
           O esquema http especifica um servidor HTTP para um arquivo e o método mais comum
           usado. O URI pode incluir directamente informação de login se o arquivo o requerer,
           mas deve ser preferível o uso de apt_auth.conf(5). O método também suporta proxies
           SOCKS5 e HTTP(S) sejam configurados via configuração específica do apt ou especificada
           pela variável de ambiente http_proxy no formato (assumindo um proxy HTTP que requer
           autenticação) http://user:pass@server:port/. Os detalhes de autenticação para proxies
           também pode ser fornecidos via apt_auth.conf(5).

           Note que estas formas de autenticação são inseguras pois toda a comunicação com o
           servidor remoto (ou proxy) não está encriptada, portanto um atacante suficientemente
           capaz pode observar e guarda o login assim como todas as outras interacções. O
           atacante pode não pode modificar a comunicação totalmente pois o modelo de segurança
           de dados do APT é independente do método de transporte escolhido. Veja apt-secure(8)
           para mais detalhes.

       https (apt-transport-https(1))
           O esquema https especifica um servidor HTTPS para um arquivo e é muito semelhante em
           utilização e opções disponíveis ao esquema http. A principal diferença é que a
           comunicação entre o apt e o servidor (ou proxy) é encriptada. Note que a encriptação
           não previne um atacante de saber com qual servidor (ou proxy) o apt está a comunicar e
           com uma análise mais profunda pode potencialmente ainda revelar que dados estão a ser
           descarregados. Se isto for preocupante, os esquemas baseados em Tor mencionados mais
           abaixo podem ser uma alternativa apropriada.

       mirror, mirror+esquema (apt-transport-mirror(1))
           O esquema mirror especifica a localização de uma mirrorlist. Por predefinição o
           esquema usado para a localização é http, mas pode ser usado qualquer outro esquema via
           mirror+esquema. A própria mirrorlist pode conter vários URIs diferentes para mirrors
           que o cliente do APT pode transparentemente pegar, escolher e recorrer entre os
           pretendentes para ajudar tanto com a distribuição da carga sobre os mirrors
           disponíveis e assegurando que os clientes podem adquirir dados mesmo que alguns dos
           mirrors configurados não estejam disponíveis.

       file
           O esquema file permite que um directório arbitrário do sistema de ficheiros seja
           considerado um arquivo. Isto é útil para montagens NFS e mirrors ou arquivos locais.

       cdrom
           O esquema cdrom permite ao APT usar uma drive de CD-ROM, DVD ou caneta USB local com
           mudança de media. Use o programa apt-cdrom(8) para criar entradas cdrom na lista de
           fontes.

       ftp
           O esquema ftp especifica um servidor FTP para um arquivo. O uso de FTP está em
           declínio em favor de http e https e muitos arquivos ou nunca ofereceram ou estão a
           retirar o acesso FTP. Se você ainda precisa deste método, estão disponíveis muitas
           opções de configuração no escopo Acquire::ftp e detalhadas em apt.conf(5).

           Por favor note que pode ser especificado um proxy FTP ao usar a variável de ambiente
           ftp_proxy. É possível especifica um proxy HTTP (os servidores proxy HTTP geralmente
           compreendem URLs de FTP) usando esta variável de ambiente e apenas esta variável de
           ambiente. Os proxies que usam HTTP especificados no ficheiro de configuração serão
           ignorados.

       copy
           O esquema copy é idêntico ao esquema file com a excepção que os pacotes são copiados
           para o directório cache em vez serem usados directamente da sua localização. Isto é
           útil para quem use um meio amovível para copiar ficheiros com o APT.

       rsh, ssh
           O método rsh/ssh invoca RSH/SSH a ligar a uma máquina remota e aceder a ficheiros como
           um dado utilizador. É recomendada a configuração prévia de rhosts ou chaves RSA. Os
           comandos standard find e dd são usados para executar as transferências de ficheiros a
           partir da máquina remota.

       adicionando mais tipos de URI reconhecíveis
           O APT pode ser estendido com mais métodos lançados em outros pacotes opcionais, que
           devem seguir o esquema de nomeação apt-transport-método. Por exemplo, a equipa do APT
           também mantém o pacote apt-transport-tor, o qual disponibiliza métodos de acesso para
           URIs de HTTP e HTTPS com rota via rede Tor.

EXEMPLOS

       Usa o arquivo armazenado localmente (ou montagem NFS) em /home/apt/debian para
       stable/main, stable/contrib, e stable/non-free.

           deb file:/home/apt/debian stable main contrib non-free

           Types: deb
           URIs: file:/home/apt/debian
           Suites: stable
           Components: main contrib non-free

       Como em cima, excepto que usa a distribuição unstable (de desenvolvimento).

           deb file:/home/apt/debian unstable main contrib non-free

           Types: deb
           URIs: file:/home/apt/debian
           Suites: unstable
           Components: main contrib non-free

       Especificação de fontes para o referido acima.

           deb-src file:/home/apt/debian unstable main contrib non-free

           Types: deb-src
           URIs: file:/home/apt/debian
           Suites: unstable
           Components: main contrib non-free

       A primeira linha obtém a informação do pacote para a arquitectura em APT::Architectures
       enquanto a segunda obtém sempre amd64 e armel.

           deb http://deb.debian.org/debian buster main
           deb [ arch=amd64,armel ] http://deb.debian.org/debian buster main

           Types: deb
           URIs: http://deb.debian.org/debian
           Suites: buster
           Components: main

           Types: deb
           URIs: http://deb.debian.org/debian
           Suites: buster
           Components: main
           Architectures: amd64 armel

       Usa HTTP para aceder ao arquivo em archive.debian.org, e usa apenas a área hamm/main.

           deb http://archive.debian.org/debian-archive hamm main

           Types: deb
           URIs: http://archive.debian.org/debian-archive
           Suites: hamm
           Components: main

       Usa FTP para aceder ao arquivo em ftp.debian.org, sob o directório debian, e usa apenas a
       área buster/contrib.

           deb ftp://ftp.debian.org/debian buster contrib

           Types: deb
           URIs: ftp://ftp.debian.org/debian
           Suites: buster
           Components: contrib

       Usa FTP para aceder ao arquivo em ftp.debian.org, sob o directório debian, e usa apenas a
       área unstable/contrib. Se esta linha aparecer também como aquela no exemplo anterior em
       sources.list será usada uma única sessão FTP para ambas linhas de recurso.

           deb ftp://ftp.debian.org/debian unstable contrib

           Types: deb
           URIs: ftp://ftp.debian.org/debian
           Suites: unstable
           Components: contrib

       Usa HTTP para aceder ao arquivo em ftp.tlh.debian.org, sob o directório universe, e usa
       apenas os ficheiros encontrados sob unstable/binary-i386 em máquinas i386,
       unstable/binary-amd64 em amd64, e assim por diante para outras arquitecturas suportadas.
       [Note que este exemplo apenas mostra como usar a variável de substituição; os arquivos
       oficiais debian não estão estruturados assim]

           deb http://ftp.tlh.debian.org/universe unstable/binary-$(ARCH)/

           Types: deb
           URIs: http://ftp.tlh.debian.org/universe
           Suites: unstable/binary-$(ARCH)/

       Usa HTTP para obter pacotes binários assim como fontes a partir das suites stable, testing
       e unstable e os componentes main e contrib.

           deb http://deb.debian.org/debian stable main contrib
           deb-src http://deb.debian.org/debian stable main contrib
           deb http://deb.debian.org/debian testing main contrib
           deb-src http://deb.debian.org/debian testing main contrib
           deb http://deb.debian.org/debian unstable main contrib
           deb-src http://deb.debian.org/debian unstable main contrib

           Types: deb deb-src
           URIs: http://deb.debian.org/debian
           Suites: stable testing unstable
           Components: main contrib

VEJA TAMBÉM

       apt-get(8), apt.conf(5), /usr/share/doc/apt-doc/acquire-additional-files.md.gz

BUGS

       página de bugs do APT[1]. Se deseja reportar um bug no APT, por favor veja
       /usr/share/doc/debian/bug-reporting.txt ou o comando reportbug(1).

TRADUÇÂO

       A tradução Portuguesa foi feita por Américo Monteiro <a_monteiro@netcabo.pt> de 2009 a
       2012. A tradução foi revista pela equipa de traduções portuguesas da Debian
       <traduz@debianpt.org>.

       Note que este documento traduzido pode conter partes não traduzidas. Isto é feito
       propositadamente, para evitar perdas de conteúdo quando a tradução está atrasada
       relativamente ao conteúdo original.

AUTORES

       Jason Gunthorpe

       Equipa do APT

NOTAS

        1. página de bugs do APT
           http://bugs.debian.org/src:apt