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manpages-pt_20040726-4_all 
NOME
st - Dispositivo de Fita SCSI
SINOPSE
#include <sys/mtio.h>
int ioctl(int fd, int request [, (void *)arg3])
int ioctl(int fd, MTIOCTOP, (struct mtop *)mt_cmd)
int ioctl(int fd, MTIOCGET, (struct mtget *)mt_status)
int ioctl(int fd, MTIOCPOS, (struct mtpos *)mt_pos)
DESCRIÇÃO
O driver st provê a interface para vários dispositivos de fita SCSI.
Atualmente, o driver controla todos os dispositivos detetados do tipo
“acesso-seqüencial.” O driver st usa o número de dispositvo maior 9.
Cada dispositivo usa oito números menores. Os cinco bits de menor ordem
nos números menores são atribuidos seqüencialmente na ordem em que são
detetados. Os números menores podem ser agrupados em dois conjuntos de
quatro números. os números menores principais (auto-rebobinamento), n,
e um número de dispositivo “sem rebobinamento” números de dispositivo,
(n+ 128). Os dispositivos abertos usando o número principal receberão
o comando REWIND que os rebobinará quando forem fechados. Dispositivos
abertos usando o ”número de dispositvo“sem rebobinamento. (Observe que
usando um dispositivo com auto-rebobinamento, ao posicionar a fita, por
exemplo, o mt não dá o resultado desejado: a fita é rebobinada depois
do comando mt e o próximo comando atua a partir do inicio da fita).
Em cada grupo, quatro números menores estão disponíveis para definir
dispositivos com características diferentes (tamanho do bloco,
compressão, densidade, etc). Quando o sistema inicia, apenas o primeiro
dispositivo está disponível. Os outros três são ativados quando as
características padrões são definidas (veja abaixo). (Alterando as
constantes durante a compilação, é possível mudar o balanço entre o
número máximo de unidades de fita e o número de menor número de
dispositivo para cada unidade. A alocação padrão permite controlar 32
unidades de fita. Por exemplo, é possível controlar até 64 unidades
com dois números menores para diferentes opções).
Os dispositivos são tipicamente criados por:
mknod -m 666 /dev/st0 c 9 0
mknod -m 666 /dev/st0l c 9 32
mknod -m 666 /dev/st0m c 9 64
mknod -m 666 /dev/st0a c 9 96
mknod -m 666 /dev/nst0 c 9 128
mknod -m 666 /dev/nst0l c 9 160
mknod -m 666 /dev/nst0m c 9 192
mknod -m 666 /dev/nst0a c 9 224
Não há dispositivos de bloco correspondentes.
O driver usa um buffer interno que tem que ter espaço suficiente para
manter no mínimo um bloco de fita. No Linux anterior ao 2.1.121, o
buffer é alocado como um bloco contíguo. Isto limita o tamanho do bloco
para o maior bloco contíguo de memória que o alocador pode prover. O
limite atual é de 128kB para a arquitetura de 32 bits e 256kB para a
arquitetura de 64 bits. Nas novas versões do Linux o driver aloca o
buffer em várias partes se necessário. Por padrão, o número máximo de
partes é 16. Isto significa que o tamanho máximo do bloco é muito
grande (2 MB se alocado 16 blocos de 128kB).
O tamanho do buffer interno do driver é determinado por uma constante
em tempo de compilação, que pode ser sobrescrita com uma opção na
inicialização do kernel do Linux. Em adição a isto, o driver tenta
alocar um buffer temporário grande em tempo de execução se necessário.
Porém, a alocação em tempo de execução de grandes blocos contíguos de
memória pode falhar, portanto, não confie muito em alocação dinâmica de
buffer em versões anteriores a 2.1.121 (isto também se aplica em carga
dinâmica de driver usando o kerneld e kmod).
O driver não suporta especificamente qualquer marca ou modelo de
unidade de fita. Depois que o sistema inicia, as opções do dispositivo
de fita são definidas pelo firmware da unidade. Por exemplo, se o
firmware seleciona o modo de blocagem fixa, a unidade de fita usará
este modo. As opções podem ser alteradas com chamadas ioctl()
explícitas e mantidas em efeito quando o dispositivo é fechado e
reaberto. As opções definidas afetam, tanto os dispositivos com auto-
rebobinamento, quanto os sem rebobinamento.
Opções diferentes podem ser especificadas para dispositivos diferentes,
dentro de um subgrupo de quatro. As opções fazem efeito quanto o
dispositivo é aberto. Por exemplo, o administrador do sistema pode
definir um dispositivo que grava em blocos fixos com uma certa blocagem
e outro que grava em blocos variáveis (se a unidade suportar ambos os
modos).
O driver suporta partições se a unidade de fita suportá-las. (As
partições em fita não tem nada ver com as partições em disco. Uma fita
particionada pode ser vista como várias fitas lógicas.) O suporte a
partições tem que ser habilitado com um ioctl. A localização da fita é
preservada em cada partição através das alterações na partição. A
partição usada para operações subseqüentes, é selecionada com um ioctl.
A mudança de partição é executada junto com a próxima operação para
evitar movimento desnecessário da fita. O número máximo de partições um
uma fita é definido por uma constante durante a compilação
(originalmente quatro). O driver contém um ioctl que pode formatar uma
fita com uma ou duas partições.
O dispositivo /dev/tape é geralmente criado como um vínculo símbólico
ou fixo para o dispositivo de fita padrão no sistema.
TRANSFERÊNCIA DE DADOS
O driver suporta operações nos modos de blocagem fixa e variável (se
suportado pela unidade). No modo de blocagem fixa a unidade grava
blocos de tamanho específico e o tamanho do bloco não é dependente do
contador de bytes gravados, usado pelas chamadas do sistema. No modo de
blocagem variável, um bloco é gravado para cada chamada de gravação e o
contador de bytes determina o tamanho do bloco. Observe que os blocos
na fita, não contém quaisquer informações sobre o mode de gravação.
Durante a leitura, o importante é usar comandos que aceitam o tamanho
dos blocos gravados.
No modo variável, o contador de bytes não precisa coincidir exatamente
com o tamanho do bloco. Se o contador é maior do que o próximo bloco na
fita, o driver retorna os dados e a função retorna o tamanho atual do
bloco. Se o tamanho do bloco é maior do que o contador de bytes, a
quantidade requisitada de dados é retornada a partir do inicio do bloco
e o resto é descartado.
No modo fixo, o contador de bytes lidos pode ser arbitrário se o uso de
buffer estiver habilitado ou um múltiplo do tamanho do bloco se o
buffer estiver desabilitado. O Linux antes da versão 2.1.121 permite
gravação com um contador de byte arbitrário, se o buffer estiver
habilitado. Em todos os casos, o contador de bytes de gravados deve ser
um múltiplo do tamanho do bloco.
Um marcador de arquivo é automáticamente gravado na fita se a última
operação na fita antes de fechá-la foi uma gravação.
Quando um marcador de arquivo é encontrado enquanto lendo, a seguinte é
comcluído. Se houver dados no buffer quando um marcador de arquivo é
encontrado, estes dados serão retornados. A próxima leitura retornará
zero bytes. A leitura seguinte retornará os dados do próximo arquivo. O
fim dos dados gravados é sinalizado pelo retorno de zero bytes durante
duas leituras consecutivas. A terceira leitura retornará um erro.
IOCTLS
O driver suporta três requisitos ioctl. Os requisitos não reconhecidos
pelo driver st são passados para o driver SCSI As definições abaixo são
do /usr/include/linux/mtio.h:
MTIOCTOP - Executa uma operação de fita
Este requisito leva um argumento do tipo (struct mtop *). Nem todos as
unidades suportam todas as operações. O driver retorna um erro EIO se
a unidade rejeitar uma operação.
/* Estrutura do MTIOCTOP - comando op de fita mag: */
struct mtop {
short mt_op; /* operações definidas abaixo */
int mt_count; /* quantidade delas */
};
Operações de fita magnéticas para uso normal:
MTBSF Retrocede espaços sobre mt_count marcadores de arquivos.
MTBSFM Retrocede espaços sobre mt_count marcadores de arquivos.
Reposiciona a fita no lado EOT último marcador de
arquivo.
MTBSR Retrocede espaços sobre mt_count registros (blocos da
fita).
MTBSS Retrocede espaços sobre mt_count setmarks.
MTCOMPRESSION Habilita compressão de dados se mt_count não for zero e
desabilita a compressão se mt_count é zero. Este comando
usa o MODO page 15 suportado pela maioria das fitas DATs.
MTEOM Vai para o final da mídia gravada (para acrescentar
arquivos).
MTERASE Apaga a fita.
MTFSF Avança mt_count marcadores de arquivos.
MTFSFM Avança mt_count marcadores de arquivos. Reposiciona a
fita no lado BOT do último marcado de arquivo.
MTFSR Avança espaços sobre mt_count registro (blocos da fita).
MTFSS Avança espaços sobre mt_count setmarks.
MTLOAD Executa o comando load SCSI. Um caso especial está
disponível para alguns carregadores automáticos HP. Se
mt_count é a constante MT_ST_HPLOADER_OFFSET mais um
número, o número é enviando para a unidade controlar a
carga automática.
MTLOCK Bloqueia a porta da unidade de fita.
MTMKPART Formata a fita em uma ou duas partições. Se mt_count não
for zero, ele dá o tamanho da primeira partição e a
segunda partição contém o resto da fita. Se mt_count for
zero, a fita é formatada com um partição. Este comando
não é permitido em uma unidade a menos que o suporte a
esteja habilitado (veja MT_ST_CAN_PARTITIONS abaixo).
MTNOP Nenhuma operação - descarrega o buffer do driver. Ele
pode ser usado antes de ler o estado com MTIOCGET.
MTOFFL Rebobina a fita e coloca a unidade fora de linha.
MTRESET Reinicia a unidade.
MTRETEN Retensiona a fita.
MTREW Rebobina.
MTSEEK Posiciona no número de bloco especificado em mt_count.
Esta operação requer uma unidade SCSI-2 que suporte o
comando LOCATE (endereço de dispositivo específico) ou
uma unidade Tandberg-compatível SCSI-1 (Tandberg, Archive
Viper, Wangtek, ... ). O número do bloco deverá ser
aquele previamente retornado pelo MTIOCPOS se o endereço
específico do dispositivo foi usado.
MTSETBLK Define o tamanho do bloco para o valor especificado em
mt_count. Um tamanho de zero define o modo de bloco de
tamanho variável.
MTSETDENSITY Define a densidade para o código em mt_count. O código
de densidade suportado pela unidade pode ser encontrado
na documentação da unidade.
MTSETPART A partição é alternada para mt_count . As partições são
numeradas a partir de zero. Este comando não é permitido
em uma unidade, a menos que o suporte a partições esteja
habilitado (veja MT_ST_CAN_PARTITIONS abaixo).
MTUNLOAD Executa o comando SCSI unload (não ejeta a fita).
MTUNLOCK Desbloqueia a porta da unidade de fita.
MTWEOF Grava mt_count marcadores de arquivos.
MTWSM Grava mt_count setmarks.
Operações de Fita Magnética para configurar opções de dispositivo
(superusuário):
MTSETDRVBUFFER
Define várias opções de driver e unidade de acordo com os bits
codificados em mt_count. Isto consiste do modo de buferização
da unidade, 13 opções Booleanas da unidade, os limites de
gravação do buffer, padrões para o tamanho do bloco e densidade
e limites de tempo (apenas no Linux >= 2.1). Uma operação
simples só pode afetar um ítem na lista acima (as opções
Booleanas contadas com um ítem.)
Um valor zero nos 4 bits de alta órdem será usado para definir
o modo de buferização da unidade de fita. Os modos de
buferização são:
0 A unidade não informará o estado GOOD nos comandos de
gravação até que os blocos de dados sejam gravados na
mídia.
1 A unidade informará o estado GOOD nos comandos de
gravação assim que todos os dados tenham sido
transferidos do buffer interno da unidade.
2 A unidade pode informar o estado GOOD nos comandos de
gravação assim que: (a) os dados foram transferido do
buffer interno da unidade e (b) todos os dados em
buffers de inicializadores diferentes foram gravados
com sucesso para a mídia.
Para controlar o limite de gravação, o valor em mt_count deve
incluir a constante MT_ST_WRITE_THRESHOLD logicamente ORed com
um contador de bloco nos 28 bits inferiores. O contador de
bloco refere-se a blocos de 1024-byte e não ao tamanho físico
dos blocos na fita. Os limites não podem exceder o tamanho do
buffer interno da unidade (veja DESCRIÇÃO, acima).
Para definir e limpar as opções Booleanas o valor em mt_count
deve incluir uma das constantes MT_ST_BOOLEANS,
MT_ST_SETBOOLEANS, MT_ST_CLEARBOOLEANS ou MT_ST_DEFBOOLEANS
logicamente ORed com qualquer combinação das opções a seguir é
desejável. Usando MT_ST_BOOLEANS as opções podem ser definidas
para valores definidos nos bits correspondentes. Com
MT_ST_SETBOOLEANS as opções podem ser seletivamente definidas e
com MT_ST_DEFBOOLEANS seletivamente limpas.
As opções padrões para um dispositivo de fita podem ser
definidas com MT_ST_DEFBOOLEANS. Um dispositivo de fita inativo
(i.e., um dispositivo com número menor 32 ou 160) é ativado
quando as opções padrões para ele são definidas na primeira
vez. Um dispositivo ativado herda daquele ativado na
inicialização as opções não definidas explicitamente.
As opções Booleanas são:
MT_ST_BUFFER_WRITES (Padrão: true)
Coloca no buffer todas as operações de gravação usando a
blocagem fixa. Se esta opção é false e a unidade usa um
bloco de tamanho fixo, então todas as operações de
gravação devem usar um múltiplo do tamanho do bloco.
Esta opção deve ser definida como falsa para se obter
uma gravação confiável em sistemas multi-volumes.
MT_ST_ASYNC_WRITES (Padrão: true)
Quando esta opção é verdadejra, a operação de gravação
retorna imediatamente sem esperar que os dados sejam
transferidos para a unidade se os dados estão ajustados
dentro do buffer da unidade. O limite de gravação
determina quando o buffer está cheio mas depois um novo
comando de escrita SCSI é usado. Quaisquer erros
relatados pela unidade serão retidos até a próxima
operação. Esta opção deve ser definida como falsa para
se obter uma gravação confiável em sistemas multi-
volumes.
MT_ST_READ_AHEAD (Padrão: true)
Esta opção faz o driver prover leitura buferizada e
leitura a frente em blocos fixos. Se esta opção é false
e a unidade usa um tamanho de bloco fixo, todas as
operações de leitura devem ser múltiplos do tamanho do
bloco.
MT_ST_TWO_FM (Padrão: false)
Esta opção modifica as características do driver quando
um arquivo é fechado. A ação normal é gravar uma marca
de arquivo simples. Se esta opção é true o driver
gravará duas marcas de arquivo e um caracter de
retrocesso sobre a última marca.
Nota: Esta opção não pode ser true para unidades de fita
QIC uma vez que elas não podem sobrescrever a marca de
arquivo. Estas unidades detetam o final dos dados
gravados testando se a fita está em branco. A maioria
das unidades atuais também detetam o final dos dados
gravados e o uso das duas marcas de arquivo são
necessária apenas quando há intercambio de fita com
outros sistemas.
MT_ST_DEBUGGING (Padrão: false)
Esta opção ativa várias mensagens de depuração de erros
do driver (só tem efeito se o driver foi compilado com
DEBUG definido com valor diferente de zero).
MT_ST_FAST_EOM (Padrão: false)
Esta opção envia a operação MTEOM diretamente para a
unidade, potencialmente acelera a operação, mas causa
perda de trilhas do número de arquivo atual, normalmente
retornado pela requisição MTIOCGET. Se MT_ST_FAST_EOM é
false o driver responderá a um requisito MTEOM
repassando espaços sobre o arquivo.
MT_ST_AUTO_LOCK (Padrão: false)
Quando esta opção é true, a porta da unidade é bloqueada
quando o dispositivo é aberto e desbloqueada quando ele
é fechado.
MT_ST_DEF_WRITES (Padrão: false)
As opções da fita (tamanho do bloco, modo, compressão,
etc.) pode variar quando muda-se de um dispositivo
vinculado a uma unidade, para outro vinculado a mesma
unidade dependendo de como os dispositivos estão
definidos. Esta opção define quando as mudanças são
forçadas pelo driver através de comandos SCSI e quando a
unidade auto-deteta que as capacidades são confiáveis.
Se esta opção é false, o driver envia os comandos SCSI
imediatamente quando o dispositivo é alterado. Se a
opção é true, os comandos SCSI não são enviados até que
uma gravação seja requisitada. Neste caso o firmware da
unidade tem permissão para detetar a estrutura da fita
durante a leitura e os comandos SCSI são usados apenas
para certificar-se que a fita é gravada de acordo com a
especificação correta.
MT_ST_CAN_BSR (Padrão: false)
Quando a leitura a frente é usada, a fita deve algumas
vezes ser rebobinada para a posição correta quando o
dispositivo é fechado e o comando SCSI para efetuar esta
tarefa é usado. Algumas unidades antigas não podem
processar este comando confiavelmente e esta opção pode
ser usada para instruir o a não usá-lo. O resultado
final é que, com leitura a frente e o modo de bloco
fixo, a fita não pode ser corretamente posicionada no
arquivo quando o dispositivo é fechado.
MT_ST_NO_BLKLIMS (Padrão: false)
Algumas unidades não aceitam o comando SCSI READ BLOCK
LIMITS. Se ele é usado, o driver não usá-o. A
desvantagem é que o driver não pode checar antes de
enviar os comandos se o tamanho de bloco selecionado é
aceitável pela unidade de fita.
MT_ST_CAN_PARTITIONS (Padrão: false)
Esta opção habilita o suporte a várias partições em uma
fita. Ela aplica-se a todos os dispositivos vinculados
à unidade.
MT_ST_SCSI2LOGICAL (Padrão: false)
Esta opção instrui o driver a usar o endereço lógico de
bloco definido no padrão SCSI-2 durante as operações de
procura e ( com os comandos MTSEEK e MTIOCPOS e durante
alterações na partição). Do contrário o endereço
específico do dispositivo é usado. É altamente
recomendável definir esta opção se a unidade suporta os
endereços lógicos, porque eles também contam as marcas
de arquivo. Há algumas unidades que só suportam o
endereçamento lógico de bloco.
MT_ST_SYSV (Padrão: false)
Quando esta opção é habilitada, o dispositivo de fita
usa a semântica do SystemV. Do contrário a do BSD é
usada. A diferença mais importante entre as semânticas é
o que acontece quando um dispositivo usado para leitura
é fechado: na semântica SYSV a fita é avançada para a
próxima marca de arquivo se a mesma não foi encontrada
durante a utilização do dispositivo. Na semântica BSD a
posição da fita não se altera.
EXEMPLO
struct mtop mt_cmd;
mt_cmd.mt_op = MTSETDRVBUFFER;
mt_cmd.mt_count = MT_ST_BOOLEANS |
MT_ST_BUFFER_WRITES |
MT_ST_ASYNC_WRITES;
ioctl(fd, MTIOCTOP, &mt_cmd);
O tamanho padrão do bloco para um dispositivo pode ser definido
com MT_ST_DEF_BLKSIZE e a densidade padrão com
MT_ST_DEFDENSITY. Uma operação OU é executada entre os valores
dos parâmetros e o código da operação.
Com o Linux 2.1.x e posteriores, os limites de tempo podem ser
definidos com o subcomando MT_ST_SET_TIMEOUT e um OU do tempo
em segundos. O limite longo (usado para rebobinamento e
outros comandos que levam muito tempo) pode ser definido com
MT_ST_SET_LONG_TIMEOUT. O padrão do Linux é muito longo para
certificar-se que um comando falhou por ter excedido o limite
de tempo em qualquer unidade. Por isso o driver pode parecer
travar, mesmo que ele seja o único em espera. Estes comandos
podem ser usados para definir valores mais práticos para
unidades específicas. O limite definido para um dispositivo,
aplica-se a todos que estejam vinculados a mesma unidade.
MTIOCGET - Obtém o estado
Esta requisição leva um argumento do tipo (struct mtget *).
/* estrutura para MTIOCGET - comando para obter o estado da fita */
struct mtget {
long mt_type;
long mt_resid;
/* os registradores abaixo são dependentes do dispositivo */
long mt_dsreg;
long mt_gstat;
long mt_erreg;
/* Os dois campos a seguit nem sempre são usados */
daddr_t mt_fileno;
daddr_t mt_blkno;
};
mt_type Arquivo cabeçalho define vários valores para mt_type, mas o
driver atual só informa os tipos genéricos MT_ISSCSI1 (Fita
SCSI-1 genérica) e MT_ISSCSI2 (Fita SCSI-2 genérica).
mt_resid contém o número da partição da fita atual.
mt_dsreg informa a definição de tamanho de bloco da unidade atual
(nos 24 bits baixos) e densidade (nos 8 bits altos). Estes
campos são definidos por MT_ST_BLKSIZE_SHIFT,
MT_ST_BLKSIZE_MASK, MT_ST_DENSITY_SHIFT e
MT_ST_DENSITY_MASK.
mt_gstat dá informações genéricas do estado (independente do
dispositivo). O arquivo cabeçalho define macros para testar
estes bits de estado:
GMT_EOF(x): A fita está posicionada após a marca de arquivo
(sempre false após uma operação MTSEEK).
GMT_BOT(x): A fita está posicionada no inicio do primeiro
arquivo (sempre false após uma operação MTSEEK).
GMT_EOT(x): Uma operação da fita alcançou o final físico da
Fita.
GMT_SM(x): A fita está posicionada na setmark (sempre false
após uma operação MTSEEK).
GMT_EOD(x): A fita está posicionada no final do dado
gravado.
GMT_WR_PROT(x): A unidade está protegida contra gravação.
Para algumas unidades isto pode significar que a mesma
não suporta gravação no tipo mídia atual.
GMT_ONLINE(x): O último open() encontrou uma fita na unidade
e pronta para operação.
GMT_D_6250(x), GMT_D_1600(x), GMT_D_800(x): Reporta
informações de estado “genéricas” sobre a densidade
atual definida em 9-track enas para unidades de fita de
12".
GMT_DR_OPEN(x): A unidade não contém uma fita.
GMT_IM_REP_EN(x): Modo de Informação Imediata. Este bit é
definido se não há garantias que os foram fisicamente
gravados na fita quando a chamada de gravação retorna.
Ele é definido zero apenas quando o driver não buferiza
os dados e a unidade está definida para não colocar os
dados no buffer.
mt_erreg O único campo definido em mt_erreg é o contador de erros
recuperados, nos 16 bits de baixa órdem (como definido
porMT_ST_SOFTERR_SHIFT e MT_ST_SOFTERR_MASK). Devido a
inconsistências na forma como as unidades informam os erros
recuperados, o contador freqüentemente não é mantido (a
maioria das unidades não informam por padrão erros de
programas, mas isto pode ser alterado com o comando SCSI
MODE SELECT).
mt_fileno Informa o número atual do arquivo (base-zero). Este valor é
-1 quando o número do arquivo é desconhecido (i.e., depois
de MTBSS ou MTSEEK).
mt_blkno Informa o número de bloco (base-zero) do arquivo atual.
Este valor é -1 quando o número do bloco é desconhecido
(i.e., depois de MTBSF, MTBSS, ou MTSEEK).
MTIOCPOS - Obtém a posição da fita.
Este requesito aceita um argumento do tipo (struct mtpos *) e informa a
noção da unidade do número de bloco da fita atual, que não é o mesmo
que mt_blkno retornado por MTIOCGET. A unidade deve ser uma SCSI-2 que
suporte o comando READ POSITION (endereço específico do dispositivo) ou
uma unidade SCSI-1 Tandberg-compatível (Tandberg, Archive Viper,
Wangtek, ... ).
/* estrutura para MTIOCPOS - comando para obter a posição da fita */
struct mtpos {
long mt_blkno; /* número do bloco atual */
};
VALOR RETORNADO
EIO A operação solicitada não pode ser concluida.
ENOSPC Uma operação de gravação não pode ser concluida porque a
fita chegou no final físico.
EACCES Tentando gravar ou apagar um fita com proteção a
gravação. (Este erro não é detetado durante um open().)
EFAULT Os parâmetros do comando apontam para memória que não
pertencem ao processo chamado.
ENXIO Durante a abertura o dispositivo de fita não existe.
EBUSY O dispositivo já está em uso ou o driver não conseguiu
alocar um buffer.
EOVERFLOW Tentou ler ou gravar um bloco de tamanho variável que é
maior do que o buffer interno da unidade.
EINVAL Um ioctl() tem um argumento ilegal ou o tamanho do bloco
requisita é ilegal.
ENOSYS ioctl() desconhecido.
EROFS Tentativa de abrir com O_WRONLY ou O_RDWR quando a fita
na unidade está protegida contra gravação.
ARQUIVOS
/dev/st* : Dispositivo de fita SCSI com auto-rebobinamento
/dev/nst* : Dispositivo de fita SCSI sem auto-rebobinamento
AUTOR
O driver foi escrito por Kai Mäkisara (Kai.Makisara@metla.fi) a partir
de um driver escrito por Dwayne Forsyth. Várias outras pessoas também
contribuiram com o driver.
VEJA TAMBÉM
mt(1)
O arquivo README.st nos fontes do Linux contém informações mais
recentes sobre o driver e suas possibilidades de configuração.
NOTAS
1. Quando trocar dados entre sistemas, ambos tem que usar o mesmo
tamanho de bloco físico da fita. Os parâmetros da unidade após a
inicialização freqÜentemente não são os mesmos que o sistema usa para o
dispositivo. A maioria dos sistema usam unidades no modo de blocagem
variável, se a mesma suportar. Isto aplica-se a maioria das unidades
modernas, incluindo DATs, 8mm, DLTs, etc. Pode ser oportuno usar esta
unidades em modo variável também no Linux (i.e usa MTSETBLK ou
MTSETDEFBLK na inicialização para definir o modo), ao menos quando
trocar dados com outros sistemas. A desvantagem disto é que um tamanho
de bloco suficientemente grande tem que ser usado para obter uma taxa
de transferência aceitável em barramento SCSI.
2. Muitos programas (por ex., tar) permitem ao usuário especificar o
fator de bloco na linha de comando. Note que isto determina o tamanho
do bloco físico na fita apenas no modo de bloco variável.
3. Para poder usar unidades SCSI, o driver SCSI básico, o driver da
placa SCSI e o driver para fita SCSI deve ser compilado no Linux ou
carregado como módulo. Se o driver para fita SCSI não estiver presente,
a unidade é reconhecida, mas o suporte descrito nesta página não está
disponível.
4. O driver grava as mensagens de erro no console/log. Os códigos
escritos em algumas mensagens são automáticamente traduzidos para texto
se a exibição das mensagens SCSI está habilitada na compilação do
Linux.
DIREITOS AUTORAIS
Copyright © 1995 Robert K. Nichols.
Copyright © 1999 Kai Mäkisara.
É permitido fazer e distribuir cópias deste manual desde que o aviso de
direitos autorais e esta permissão esteja presente em todas as cópias.
Permissões adicionais estão contidas nos cabeçalhos do arquivo fonte.
TRADUÇÃO E REVISÃO PARA LÍNGUA PORTUGUESA
Fábio Henrique F. Silva <fabiohfs@eol.com.br> (tradução) Carlos Augusto
Horylka <horylka@conectiva.com.br> (revisão)